O texto, no entanto, ainda precisa ser votado pelo plenário do Senado, o que deve ocorrer no dia 9. A comissão deve ouvir nesta quarta-feira, a portas fechadas, o diretor de Inteligência Nacional, James Clapper. Obama anunciou a intenção de atacar a Síria depois das denúncias de uso de armas químicas contra civis. A principal suspeita recai sobre o governo do presidente Bashar Al Assad.
Nessa terça-feira, a Comissão de Relações Exteriores do Senado ouviu o secretário de Estado (equivalente a ministro das Relações Exteriores), John Kerry, e o secretário de Defesa, Chuck Hagel. A audiência com as autoridades também foi fechada.
A intervenção militar na Síria divide os líderes internacionais. A França e o Reino Unidos anunciaram apoio aos Estados Unidos. Mas o Brasil, por intermédio do ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, condenou a ação. Figueiredo ressaltou que qualquer medida militar deve ser definida pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Figueiredo disse ainda que as ações militares devem ser o último recurso a ser adotado em caso de confronto. Na semana passada, ele defendeu a busca por uma solução negociada na Síria. A Rússia e a China, assim como o Irã e a Venezuela, condenam a ação militar.
Apoio internacional para refugiados
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse que buscará um acordo com os líderes mundiais, durante a Cúpula do G20 (que reúne as maiores economias do mundo), em São Petersburgo, na Rússia, para tentar solucionar o agravamento da crise na Síria. Segundo ele, uma das intenções é levantar mais recursos para a ajuda humanitária aos mais de 2 milhões de refugiados e 4,2 milhões de sírios que se encontram deslocados em seu próprio país.
A ONU teme que com a ameaça de uma intervenção militar pelos Estados Unidos com o apoio de vários países, o número de refugiados e deslocados sírios aumente ainda mais. Ki-moon chega hoje a São Petersburgo para participar das discussões da cúpula.
O porta-voz da ONU, Martin Nesirky, disse nessa terça-feira que Ban Ki -moon pretende participar de reuniões bilaterais com vários líderes mundiais. Ele também fará palestra na Universidade de São Petersburgo sobre a ONU e a juventude.
A Rússia está no comando do G20. A presidente Dilma Rousseff está em São Petersburgo para participar da cúpula. A expectativa é que além das discussões multilaterais, ocorram reuniões bilaterais. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, confirmou presença.