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Senado dos EUA aprova resolução que autoriza ação militar na Síria

Intervenção americana deve ser de até 90 dias

Senado dos EUA aprova resolução que autoriza ação militar na Síria
Senado dos EUA aprova resolução que autoriza ação militar na Síria Foto : Chip Somodevila / AFP / CP
A Comissão de Relações Exteriores do Senado dos Estados Unidos aprovou projeto de resolução que autoriza o presidente norte-americano, Barack Obama, a usar a força militar na Síria. No texto, o prazo para a intervenção na Síria deve ser  de 60 dias, com possibilidade de prorrogação por mais um mês. A resolução proíbe o envio de forças terrestres norte-americanas.

O texto, no entanto, ainda precisa ser votado pelo plenário do Senado, o que deve ocorrer no dia 9. A comissão deve ouvir nesta quarta-feira, a portas fechadas, o diretor de Inteligência Nacional, James Clapper. Obama anunciou a intenção de atacar a Síria depois das denúncias de uso de armas químicas contra civis. A principal suspeita recai sobre o governo do presidente Bashar Al Assad.

Nessa terça-feira, a Comissão de Relações Exteriores do Senado ouviu o secretário de Estado (equivalente a ministro das Relações Exteriores), John Kerry, e o secretário de Defesa, Chuck Hagel. A audiência com as autoridades também foi fechada.

A intervenção militar na Síria divide os líderes internacionais. A França e o Reino Unidos anunciaram apoio aos Estados Unidos. Mas o Brasil, por intermédio do ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, condenou a ação. Figueiredo ressaltou que qualquer medida militar deve ser definida pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Figueiredo disse ainda que as ações militares devem ser o último recurso a ser adotado em caso de confronto. Na semana passada, ele defendeu a busca por uma solução negociada na Síria. A Rússia e a China, assim como o Irã e a Venezuela, condenam a ação militar.

Apoio internacional para refugiados

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse que buscará um acordo com os líderes mundiais, durante a Cúpula do G20 (que reúne as maiores economias do mundo), em São Petersburgo, na Rússia, para tentar solucionar o agravamento da crise na Síria. Segundo ele, uma das intenções é levantar mais recursos para a ajuda humanitária aos mais de 2 milhões de refugiados e 4,2 milhões de sírios que se encontram deslocados em seu próprio país.

A ONU teme que com a ameaça de uma intervenção militar pelos Estados Unidos com o apoio de vários países, o número de refugiados e deslocados sírios aumente ainda mais. Ki-moon chega hoje a São Petersburgo para participar das discussões da cúpula.

O porta-voz da ONU, Martin Nesirky, disse nessa terça-feira que Ban Ki -moon pretende participar de reuniões bilaterais com vários líderes mundiais. Ele também fará palestra na Universidade de São Petersburgo sobre a ONU e a juventude.

A Rússia está no comando do G20. A presidente Dilma Rousseff está em São Petersburgo para participar da cúpula. A expectativa é que além das discussões multilaterais, ocorram reuniões bilaterais. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, confirmou presença.



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