O Senado confirmou nesta quinta-feira Thomas Shannon como novo embaixador dos Estados Unidos no Brasil, depois de um longo atraso, produto de vetos de senadores republicanos descontentes com as políticas de Barack Obama para a América Latina.
Shannon, que até novembro era secretário de Estado adjunto para a América Latina, teve o nome confirmado na última sessão do Senado antes do recesso de Natal dos congressistas. Ele foi designado por Obama para a embaixada no Brasil em 27 de maio, mas logo depois começaram os obstáculos: em julho, o senador republicano Jim DeMint impôs o primeiro veto, que também incluiu o secretário de Estado adjunto Arturo Valenzuela.
DeMint criticou o fato de Obama ter repudiado o golpe de Estados em Honduras e pedido a restituição do presidente derrubado Manuel Zelaya, que para os republicanos se aproximara perigosamente de governos como o do venezuelano Hugo Chávez.
Em 5 de novembro, DeMint retirou o veto, depois que o governo Obama anunciou que Washington reconheceria as eleições em Honduras, que tinham a oposição de grande parte dos países da América Latina e da Organização dos Estados Americanos (OEA). , no mesmo dia, o senador republicano George LeMieux impôs um veto, irritado com outras atitudes de Obama na região, como a incipiente abertura a Cuba.
Lemieux suspendeu o "hold" legislativo em 17 de dezembro, depois de receber garantias do Departamento de Estado de que os Estados Unidos voltariam a conceder vistos aos hondurenhos e continuariam apoiando a oposição cubana.
Senado dos EUA confirma novo embaixador no Brasil após longo atraso
Thomas Shannon foi designado por Obama, mas teve de superar alguns obstáculos