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Senado francês aprova reforma previdenciária

Proposta que prevê elevação da idade mínima da aposentadoria provocou greves e confrontos no país

Proposta que prevê elevação da idade mínima da aposentadoria provocou greves e confrontos no país
Proposta que prevê elevação da idade mínima da aposentadoria provocou greves e confrontos no país Foto : Philippe Demazes / AFP
O Senado francês aprovou por 177 votos a 153 a reforma previdenciária proposta pelo presidente Nicolas Sarkozy. O projeto, que prevê a elevação da idade mínima para a aposentadoria de 60 para 62 anos, provocou uma onda de greves pelo país. As paralisações afetam os setores de transportes e combustíveis e geraram confrontos entre policiais, grevistas e estudantes.

A proposta foi aprovada pela Câmara na quarta-feira e chegou ontem à agenda do Senado. A oposição socialista propôs mais de mil emendas ao projeto aprovado no mês passado. O governo francês, como muitos governos altamente endividados da Europa, alega que elevar a idade mínima para a aposentadoria e melhorar o sistema previdenciário é vital para assegurar que as futuras gerações recebam o benefício.

Vários protestos marcaram a votação da reforma, no país. Na manhã de hoje, a tropa de choque da polícia desbloqueou a refinaria de Grandpuits, nos arredores de Paris, uma filial do grupo Total. Houve tumulto e três manifestantes ficaram feridos. O secretário de Segurança Pública da região ordenou, por decreto, que funcionários em greve na refinaria retornassem ao trabalho. O sindicato CGT denunciou o que chamou de "entrave ao direito constitucional de greve" devido à atitude do secretário.

Ontem, manifestantes bloquearam o aeroporto na cidade de Marselha e em Lyon jovens enfrentaram a polícia. Cerca de 25% dos postos de combustível sofrem com desabastecimento, apesar das ordens do presidente Nicolas Sarkozy para desbloqueio dos depósitos fechados pelos grevistas. Até a cantora Lady Gaga cancelou shows em Paris devido aos tumultos nos aeroportos.

Os novos episódios de violência registrados em Lyon ocorreram quando a polícia expulsava jovens que haviam virado um carro e atiravam garrafas pelas ruas. Os policiais tentaram conter a violência com gás lacrimogêneo enquanto um helicóptero policial sobrevoava a área. "Os encrenqueiros não terão a última palavras numa democracia", disse Sarkozy, prometendo encontrar e punir os desordeiros. Ele acusou os grevistas de "fazerem reféns a economia, os negócios e a vida cotidiana".

Os funcionários da Airbus e Hewlett Packard fizeram uma passeata pelas ruas da cidade de Toulouse, no sul do país, onde a universidade está fechada por causa dos protestos dos estudantes. Outras dez universidades também ficaram fechadas nesta quinta-feira. Em Estrasburgo, no leste, os manifestantes bloquearam uma eclusa no rio Reno.

O governo espera que, com o fim da votação do projeto no Senado, as manifestações que ocorrem pelo país afora, desde o início da semana, percam força. No entanto, os sindicatos convocaram ontem duas paralisações para os dias 28 de outubro e 6 de novembro, após o período de férias escolares que começa neste fim de semana.

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