O senador está há quase 21 horas defendendo que não haja financiamento para o Obamacare no Orçamento do governo para o ano fiscal de 2014, que começa em 1º de outubro. "Vou confessar: estou um pouco cansado", disse Cruz, antes de voltar ao seu assunto. "O Obamacare é um desastre que está acabando com empregos."
Tecnicamente, o contínuo discurso de Cruz não tem o poder de evitar a votação inicial prevista para esta quarta no Senado sobre a medida que exclui o financiamento ao Obamacare do Orçamento para o próximo ano fiscal. Mesmo assim, seu discurso já superou o do senador republicano Rand Paul, que, em março, tomou o plenário do Senado por 13 horas para condenar o uso de aviões não tripulados pelo governo do presidente Barack Obama.
A Câmara dos Representantes, de maioria republicana, aprovou um projeto que manteria o financiamento do governo nos níveis atuais até meados de dezembro, mas sem o apoio financeiro ao Obamacare. Portanto, a legislação não tem chances de ser aprovada no Senado, de maioria democrata, e os EUA continuam sem um passo concreto para evitar a temida paralisação do governo em outubro.
Às 14h (de Brasília), o projeto aprovado pela Câmara começará a tramitar nas comissões do Senado, mas a votação final do texto no plenário pode só ocorrer no domingo, quando então ele retornará à Câmara. O prazo para a aprovação final do projeto é 30 de setembro.
Cruz passou grande parte do tempo falando dos efeitos negativos do Obamacare e criticando o fato de a lei ter sido incluída no Orçamento. Mas ele também usou alguns minutos na noite de ontem para ler histórias às suas filhas, que estavam indo dormir. Em seguida, ele passou a ler mensagens no Twitter de pessoas que também expressavam preocupação com o Obamacare.