Mundo

Senador paraguaio afirma ter sido atacado por membros do PCC

Polícia capturou dois brasileiros pertencentes ao Primeiro Comando da Capital, de São Paulo

Os dois brasileiros capturados pela polícia nesta terça-feira por envolvimento no atentado da véspera contra um senador governista do Paraguai pertencem à organização criminal PCC, de São Paulo, garantiu a própria vítima. Em declarações à imprensa, o senador Robert Acevedo afirmou que o PCC (Primeiro Comando da Capital) foi o autor do ataque contra ele.

Na ação morreram dois guarda-costas, cujos corpos receberam entre 40 e 60 tiros de armas automáticas, em pleno centro da cidade de Pedro Juan Caballero, na fronteira com o Brasil. Robert Acevedo, do partido Liberal, se salvou milagrosamente, apesar de ter sido ferido no braço e de raspão no olho esquerdo.

"Os brasileiros presos dizem ser Eduardo da Silva e Marcos Cordeiro, mas estamos averiguando seus antecedentes com nossos colegas do Brasil", afirmou o chefe de polícia de Pedro Juan Caballero, delegado Francisco González.

O delegado também suspeita que os presos formam parte do chamado Primeiro Comando da Capital, organização criminal com base em São Paulo e com braços na fronteira com o Paraguai, dedicados ao tráfico de drogas, armas e de crimes por encomenda. "Os presos são de São Paulo. Temos informação de que a polícia brasileira está fazendo operações nas favelas de São Paulo", informou.

Paralelamente, dois corpos de jovens paraguaios de 20 anos com antecedentes criminais foram encontrados nesta terça-feira com muita marcas de balas a 100 km de Caballero. A polícia suspeita que formavam parte do grupo que atentou contra a vida do senador.