A diretora do Serviço Secreto dos Estados Unidos, Kimberly Cheatle, garantiu a segurança da Convenção Nacional Republicana, que começa nesta segunda-feira e vai até a quinta em Wisconsin. “Estou confiante na segurança do nosso plano de segurança para o evento. O planejamento foi revisto e reforçado por conta do atentado”, comentou.
Cheatle destacou que o Serviço Secreto iniciou uma investigação independente para entender o que aconteceu no último sábado contra o candidato republicano Donald Trump. “Queremos entender o que aconteceu e como poderemos evitar um novo incidente como este”, resumiu.
A diretora prestou condolências à família e aos amigos do bombeiro Corey Comperatore, que morreu após ser atingido por um tiro no comício realizado em Butler, na Pensilvânia.
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O que já se sabe sobre o atentado
O atentado ocorreu em Butler, no Oeste da Pensilvânia, onde Trump realizava um comício de campanha. No momento dos tiros, ele discursava sobre travessias de imigrantes na fronteira. Na hora dos disparos, ele colocou a mão na orelha e se jogou no chão, enquanto apoiadores gritavam e se abaixavam. Seguranças então cercaram o ex-presidente e o escoltaram para fora do local com a orelha sangrando. O atirador fez os disparos às 18h13, no horário local, 19h13 no horário brasileiro.
De republicano a atirador
O atirador foi morto pelo Serviço Secreto. Ele foi identificado como Thomas Matthew Crooks, de 20 anos. Era registrado como eleitor republicano na Pensilvânia, mas em janeiro de 2021 doou US$ 15 ao comitê democrata Projeto de Comparecimento Progressista. A motivação para o atentado ainda não está clara.
Thomas Matthew Crooks vivia em um bairro de classe média em Bethel Park, a cerca de 80 quilômetros de Butler, palco do atentado. Policiais encontraram dois explosivos no carro dele e um terceiro pode ter sido encontrado em sua casa, disseram pessoas informadas sobre as investigações ao The New York Times.