O embaixador do Brasil na Turquia, Antonio Salgado, chegará ainda nesta terça-feira à região para dar assistência às vítimas brasileiras e manter contatos com as autoridades turcas. Os oito turistas brasileiros receberam visitas dos três funcionários enviados pela Embaixada do Brasil em Ancara.
O Itamaraty mantém em sigilo os nomes das três brasileiras que morreram no acidente, mas a agência oficial de notícias do país, a Anadolu, confirmou os nomes de Ellem Kohelman, 76 anos, Maria Luiza Gomes, 71 anos, e Maria Rosas, 65 anos.
Pelo menos 22 pessoas ficaram feridas, entre eles argentinos e espanhóis. As dificuldades na identificação das vítimas foram provocada pelo fato de muitos turistas irem para o passeio de balão sem passaportes nem documentos de identificação. Ainda ontem, policiais turcos foram acionados e fizeram buscas nos hotéis das vítimas à procura de documentos.
De acordo com as autoridades turcas, 19 pessoas foram levadas para hospitais em Nevsehir e três para o hospital universitário da província de Kayseri.
O acidente ocorreu por volta das 6h (0h horário de Brasília) e envolveu dois balões de ar quente na Capadócia. Um deles se chocou com o cesto do outro balão e caiu quando sobrevoava as formações rochosas na região. As causas do acidente estão sendo apuradas. O local fica a cerca de 300 quilômetros de Ancara, a capital turca.
O passeio de balão é um dos mais escolhidos por turistas. Por orientação dos guias, ocorre sempre ao amanhecer – os turistas devem estar preparados por volta das 5h. Para meia hora de passeio, é preciso desembolsar cerca de 250 dólares (aproximadamente R$ 500) por pessoa.
A vista é considerada um cartão-postal aéreo: é possível ver um céu claro e de um azul límpido e as cavernas, que no passado até os anos de 1950, eram moradias de religiosos. A Capadócia é uma região de paisagem e pouco habitada, mas muito visitada por turistas estrangeiros.