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"Sinto muito, eu não sou Charlie", diz líder da extrema-direita francesa

Le Pen acusou manifestação contra atentado de ser orquestrada pelos meios de comunicação

Le Pen acusou manifestação contra atentado de ser orquestrada pelos meios de comunicação
Le Pen acusou manifestação contra atentado de ser orquestrada pelos meios de comunicação Foto : Reprodução / CP
"Eu não sou Charlie", declarou neste sábado o dirigente histórico do partido francês de extrema-direita Frente Nacional, Jean-Marie Le Pen. O político destacou, no entanto, lamentar a morte de 12 compatriotas no atentado contra a revista Charlie Hebdo.

Em seu site, Le Pen denunciou a manifestação prevista para domingo em homenagem às vítimas, afirmando que o movimento "foi orquestrado pelos meios de comunicação". "A maneira como tudo isso está sendo orquestrado me recorda as manifestações do mesmo tipo que foram organizadas com a cumplicidade da mídia, como, por exemplo, no caso Carpentras, quando a Frente Nacional foi acusada de ter violado uma sepultura num cemitério judeu, apesar de ser inocente", afirmou. Le Pen se referia à profanação de um cemitério judeu no sul de Paris em 1990, caso que abalou a França.

"E hoje é 'Todos somos Charlie, Eu sou Charlie'. Pois bem, sinto muito, eu não sou Charlie", enfatizou. "Lamento a morte de 12 compatriotas franceses, dos quais não quero nem saber a orientação política, apesar de conhecer perfeitamente", acrescentando, insinuando que eram "inimigos da FN e que pediam sua dissolução há muito tempo". "Não vou brigar para defender o espírito da Charlie, que é um espírito anarco-trotskista", afirmou o fundador da Frente Nacional, cuja filha, Marine Le Pen, preside atualmente o partido. A FN não foi convidada pelos organizadores da manifestação de domingo.