A Justiça da Síria condenou nesta terça-feira (18) à morte, por "crimes contra a humanidade e de guerra", Wassim al-Assad, um primo detido do ex-presidente Bashar al-Assad.
Ele recebeu a mesma pena há uma semana em um julgamento à revelia. O juiz Fakhr al Din al Aryan o declarou culpado de assassinatos, "homicídios dolosos de várias pessoas, acompanhados de atos de tortura e brutalidade". "Portanto, foi condenado à morte", afirmou.
Em abril, a Síria iniciou processos contra Bashar al-Assad, refugiado na Rússia, e outras autoridades de sua administração pelas atrocidades cometidas durante a guerra civil iniciada em 2011.
A repressão brutal às manifestações pró-democracia e a guerra devastaram o país entre 2011 e 2024. O conflito deixou mais de meio milhão de mortos, milhões de deslocados e dezenas de milhares de desaparecidos.
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Wassim al-Assad é o primeiro membro do clã a ser julgado presencialmente. Ele foi detido em junho, perto da fronteira com o Líbano. O tribunal considerou que ele havia formado dois grupos armados fiéis ao antigo regime.
Estes grupos executaram ataques fatais nas imediações de Damasco. Wassim al-Assad também foi declarado culpado de incitação à guerra civil. Acusações por tráfico de drogas, contudo, foram abandonadas por falta de evidências suficientes.
Mesmo sem cargo de alto escalão, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos sancionou Wassim al-Assad em 2023. Ele foi acusado de comandar uma unidade paramilitar e de ser "uma figura-chave da rede regional de narcotráfico".
A condenação ainda pode ser objeto de recurso ante o Tribunal de Cassação, a principal instância judicial síria. As novas autoridades sírias, que chegaram ao poder em dezembro de 2024, comprometeram-se a levar os responsáveis por crimes do regime de Assad aos tribunais.
Em 11 de agosto, Bashar al-Assad e seis ex-comandantes do Exército e das forças de segurança foram condenados à morte à revelia por crimes cometidos durante o período.