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Síria denuncia “violação inaceitável” de seu espaço aéreo após ataque da Jordânia

Damasco considera ação em seu território ilegal após atentado contra igreja que matou 9 pessoas

A Síria chamou os ataques da aviação jordaniana contra seu território de "violação inaceitável" de seu espaço aéreo
A Síria chamou os ataques da aviação jordaniana contra seu território de "violação inaceitável" de seu espaço aéreo Foto : Bakr Alkasem / AFP / CP

A Jordânia afirmou nesta terça-feira (27) que matou "mais de 20 combatentes do grupo Estado Islâmico" (EI) em ataques na Síria após um atentado contra uma igreja, mas Damasco considera a operação uma "violação inaceitável" de seu espaço aéreo.

As autoridades jordanianas haviam prometido reagir com firmeza ao ataque sem precedentes contra os cristãos do reino, ocorrido na sexta-feira, quando homens armados abriram fogo durante um funeral e mataram nove pessoas, antes de fugir.

Após anunciar, na madrugada de segunda-feira, a detenção dos três atiradores, as autoridades da Jordânia executaram ataques aéreos no sul da Síria.

"Os ataques das forças de segurança jordanianas atingiram bases do grupo EI e os primeiros resultados (...) mostram, neste momento, baixas consideráveis nas fileiras do EI, avaliadas em mais de 20 combatentes, e a destruição de um importante depósito de armas da organização", afirmou o ministro das Telecomunicações da Jordânia, Mohamed al Momni.

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A Síria chamou os ataques da aviação jordaniana contra seu território de "violação inaceitável" de seu espaço aéreo.

Em um comunicado, o Ministério das Relações Exteriores "rejeita com a maior veemência os ataques jordanianos (...) assim como a violação e a incursão inaceitáveis no espaço aéreo sírio, sem qualquer coordenação prévia".

A Jordânia afirmou que deseja preservar suas relações com a Síria.

"A Jordânia tem grande respeito pelo Estado sírio e seu povo irmão, e a coordenação entre Jordânia e Síria na luta contra o terrorismo e o contrabando de armas e drogas está em curso e acontece há anos", disse o porta-voz do governo, Mohammad Al Momani.