A Síria reabriu nesta quarta-feira (28) a principal passagem de fronteira com a Jordânia. A reabertura ocorreu depois que os dois países reafirmaram suas boas relações após bombardeios jordanianos em território sírio contra jihadistas. Os jihadistas eram suspeitos de envolvimento em um ataque contra cristãos no reino.
A Síria havia denunciado uma "violação inaceitável" de seu espaço aéreo. Este episódio representou o momento mais grave de tensão entre os dois vizinhos desde a chegada ao poder em Damasco, em dezembro de 2024, de uma coalizão islamista que derrubou Bashar al Assad.
A Jordânia tentou reduzir as tensões na terça-feira, ao expressar "grande respeito" pelo país vizinho. O governo jordaniano lamentou as mortes de civis no ataque.
A passagem fronteiriça de Nasib, conhecida na Jordânia como Jaber, foi fechada após os ataques. O funcionário da alfândega síria Mazen Alloush disse à agência de notícias estatal SANA que o posto operava de maneira normal na manhã de quarta-feira.
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Balanço dos ataques aéreos
As autoridades sírias e jordanianas divulgaram balanços diferentes dos ataques aéreos. Segundo o ministro jordaniano das Telecomunicações, Mohamed al Momni, os bombardeios mataram mais de 20 combatentes do grupo jihadista Estado Islâmico (EI).
Os ataques também destruíram "um importante depósito de armas", de acordo com o ministro. As autoridades sírias, por sua vez, relataram cinco mortos, incluindo três crianças, em um vilarejo isolado na província de Deraa.
Outras duas vítimas foram registradas em duas localidades distintas na região fronteiriça com a Jordânia.
Cooperação bilateral contra o terrorismo
A Jordânia afirmou que atacou grupos jihadistas que estariam vinculados a um ataque sem precedentes. Este ataque foi executado na sexta-feira da semana passada contra cristãos no sul do reino.
Nove pessoas morreram e 25 ficaram feridas durante um funeral em uma igreja ortodoxa grega. Na terça-feira à noite, o Ministério das Relações Exteriores da Síria divulgou um comunicado conjunto.
No comunicado, afirma que, durante uma conversa telefônica, os chefes da diplomacia dos dois países ressaltaram "a importância da cooperação" bilateral para "combater o terrorismo". Os diplomatas envolvidos foram o sírio Asaad al Shaibani e o jordaniano Ayman Safadi.