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Situação no Haiti piora e 8 mil pessoas estão refugiadas em ONG brasileira, dizem estudantes

Alunos da Unicamp relatam terem visto tiroteios, saques e feridos nas ruas

Em e-mail a amigos e colegas, Daniel Felipe Quaresma dos Santos, 24, estudante de ciências sociais da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), diz ter visto dezenas de pessoas mortas e gravemente feridas nas ruas de Porto Príncipe após o terremoto que atingiu o Haiti nesta terça-feira.

Outro aluno da Unicamp, Werner Garbers Elias Pereira, contou que a situação no país está se complicando. Houve tiroteios, saques e brigas por comida nesta quarta-feira, segundo ele. O relato do jovem, que também está no país, foi publicado no blog de um grupo de pesquisa: "O pior, aparentemente, [é que acontece] tudo isso sem a presença de nenhum tanque, carro ou oficial da ONU nesses primeiros momentos de pavor da população."

Santos e Pereira estão no Haiti desde o dia 31 de dezembro para fazer uma pesquisa em campo. O grupo soube que as tropas estavam removendo os escombros do Hotel Montana, um dos hotéis da alta classe.

Santos disse que o seu grupo está estocando comida e água em território haitiano. Há cerca de 8 mil pessoas refugiadas na sede social da ONG Viva Rio em Porto Príncipe, esperando ajuda, afirma o estudante: "Realmente não sabemos o que fazer, não temos muitos meios [de ajudar]. Esperamos isso do Exército ou da Polícia Nacional haitiana."

A situação na cidade era de caos e histeria geral depois do abalo. O terremoto de 7 graus na escala Richter pegou de surpresa também os policiais. Vários foram feridos com o terremoto, de acordo com o estudante: "A polícia tentava se salvar nesse momento [do terremoto], eles foram feridos também. Há casas destruídas e muita histeria."

O jovem afirma que o grupo de pesquisa está entrando em contato com o Exército Brasileiro para auxiliar na remoção dos escombros e outras situações em que for necessário.

As informações são do R7.