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Sobe para 11 o número de mortos em explosão na Bielorrússia

Atentado a metrô deixou dezenas de feridos na capital, Minsk

	Sobe para 11 o número de mortos em explosão na Bielorrússia
Sobe para 11 o número de mortos em explosão na Bielorrússia Foto : Viktor Drachev / AFP / CP
Subiu para 11 o número de mortos em uma explosão na noite desta segunda-feira (horário local) no metrô de Minsk, no centro da capital da Bielorrússia, uma ex-república soviética que há alguns anos não conhecia um atentado. O comunicado informa ainda que 126 pessoas ficaram feridas, no que foi definido como um atentado pelo procurador-geral adjunto de Belarus, Andrei Shved. A explosão foi registrada às 18h locais em uma estação próxima da sede da Presidência bielorrussa, indicou uma testemunha.

A imprensa indicou que o presidente Alexandre Lukachenko esteve no local com chefes das forças de segurança e assumiu pessoalmente a situação.

Pouco depois da explosão, uma fumaça negra podia ser vista na estação do metrô Oktiabrskaia, enquanto passageiros deixavam o local com os rostos ensaguentados e alguns com as roupas esfarrapadas, segundo testemunhas.

Imagens de televisão mostravam a estação de metrô em chamas, feridos no chão ou apoiados em pilastras enquanto outros fugiam. "As pessoas foram retiradas da estação. Ela estava cheia de fumaça. Há muitos feridos nos acessos", contou um correspondente do jornal online bielorrusso naviny.by, que estava no local.

Lukachenko deve "realizar esta noite uma reunião extraordinária ligada à explosão no metrô da capital", declarou seu porta-voz, Pavel Legki, à Interfax. Belarus, comandado com mão de ferro pelo presidente há 16 anos, não registrava um atentado dessa magnitude há quase três anos. Em julho de 2008, um artefato artesanal explodiu no centro de Minsk durante a festa de independência desta ex-república soviética, deixando 50 feridos, segundo a imprensa.

Essa explosão ocorreu em meio a tensões políticas no país, onde vários opositores foram presos no fim de dezembro após a controversa reeleição de Lukachenko. A vitória, com mais de 80% dos votos, provocou um grande protesto da oposição em Minsk, que denunciou fraudes.

A manifestação foi dispersada pela polícia e mais de 600 pessoas foram detidas. Vinte e dois opositores ainda estão em detenção provisória e cinco fugiram para o exterior, principalmente um dos candidatos às eleições presidenciais, Ales Mikhalevitch, que obteve asilo político na República Tcheca. Dezenas de opositores, entre os quais candidatos às eleições presidenciais, foram acusados de "organização de protestos massivos" e foram condenados a até 15 anos de prisão.

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