A imprensa indicou que o presidente Alexandre Lukachenko esteve no local com chefes das forças de segurança e assumiu pessoalmente a situação.
Pouco depois da explosão, uma fumaça negra podia ser vista na estação do metrô Oktiabrskaia, enquanto passageiros deixavam o local com os rostos ensaguentados e alguns com as roupas esfarrapadas, segundo testemunhas.
Imagens de televisão mostravam a estação de metrô em chamas, feridos no chão ou apoiados em pilastras enquanto outros fugiam. "As pessoas foram retiradas da estação. Ela estava cheia de fumaça. Há muitos feridos nos acessos", contou um correspondente do jornal online bielorrusso naviny.by, que estava no local.
Lukachenko deve "realizar esta noite uma reunião extraordinária ligada à explosão no metrô da capital", declarou seu porta-voz, Pavel Legki, à Interfax. Belarus, comandado com mão de ferro pelo presidente há 16 anos, não registrava um atentado dessa magnitude há quase três anos. Em julho de 2008, um artefato artesanal explodiu no centro de Minsk durante a festa de independência desta ex-república soviética, deixando 50 feridos, segundo a imprensa.
Essa explosão ocorreu em meio a tensões políticas no país, onde vários opositores foram presos no fim de dezembro após a controversa reeleição de Lukachenko. A vitória, com mais de 80% dos votos, provocou um grande protesto da oposição em Minsk, que denunciou fraudes.
A manifestação foi dispersada pela polícia e mais de 600 pessoas foram detidas. Vinte e dois opositores ainda estão em detenção provisória e cinco fugiram para o exterior, principalmente um dos candidatos às eleições presidenciais, Ales Mikhalevitch, que obteve asilo político na República Tcheca. Dezenas de opositores, entre os quais candidatos às eleições presidenciais, foram acusados de "organização de protestos massivos" e foram condenados a até 15 anos de prisão.