Em paralelo, a polícia francesa divulgou a identidade e a foto de um homem de 26 anos, suspeito pelos atentados de Paris, que conseguiu escapar na sexta. Nascido em Bruxelas, na Bélgica, Abdeslam Salah, pode ter fugido para a Espanha, conforme alerta da polícia francesa enviado a Madri. As autoridades advertem que Abdeslam é uma “pessoa perigosa” e pediram para que ninguém tente abordá-lo. Em paralelo, a justiça belga emitiu a ordem de detenção internacional. Até agora, dez foram presos no país, por suspeita de conexão com os ataques de sexta na França.
De acordo com o jornal Le Monde, Abdeslam é suspeito de ter alugado em Bruxelas um veículo usado no atentado à casa de shows Le Bataclan. Ao retornar à Bélgica acompanhado de duas pessoas, ele chegou a ser parado em uma blitz e depois, liberado.
Dos sete terroristas que morreram – um deles baleado pela Polícia e seis depois de cometerem suicídio -, três foram identificados até agora. Todos eram franceses e dois viviam na Bélgica: Ibrahim Salah, de 31 anos, irmão de Abdeslam, que participou do ataque suicida no Comptoir Voltaire; e um homem-bomba de 20 anos que agiu perto do Stade de France e não teve o nome divulgado.
Um terceiro terrorista, também francês, é Ismael Omar Mostefani, de 29 anos, que atacou o Le Bataclan em meio a um show da banda Eagles of Death Metal. Ele vivia em Chartres, a 90 quilômetros ao sudoeste de Paris. Ele já havia sido condenado oito vezes por pequenos crimes, mas nunca cumpriu pena em regime fechado. Mostefani era investigado desde 2010 pelo serviço secreto francês por suspeita de radicalismo extremista. Seis pessoas da família dele foram detidas para interrogatório.
Além disso, um passaporte de um sírio que pode ter se infiltrado como refugiado foi encontrado em uma das cenas e está sendo investigado.
Pelo menos três brasileiros estão entre os 352 feridos em função dos ataques de sexta. Os ataques ocorreram em pelo menos seis locais diferentes, entre eles uma sala de espetáculos e o Stade de France, onde ocorria uma partida de futebol entre as seleções da França e da Alemanha. Terroristas que se detonaram perto do complexo esportivo queriam entrar no jogo. Foi o que confirmou hoje o secretário de Estado de Transportes, Thierry Braillard, em entrevista para o canal de TV France 2.
O grupo jihadista Estado Islâmico reivindicou os ataques e a França prometeu manter ações contra o grupo e retaliar a ofensiva “no mesmo nível”.
[AppelàTémoin] La #PJ recherche 1 individu susceptible d'être impliqué ds les attentats du 13/11/2015 #ParisAttacks pic.twitter.com/Gpr4MY1I53 — Police Nationale (@PNationale) 15 novembro 2015