O tremor ocorreu ao pé do planalto tibetano, na província de Sichuan, uma região com forte atividade sísmica que já foi devastada em 2008 por um potente sinistro. O terremoto durou cerca de trinta segundos. Seu epicentro se situou perto da cidade de Ya'an e surpreendeu a população pouco depois das 8h locais.
Dez horas após o terremoto, o balanço chegou a 152 mortos e mais de 3 mil feridos, indicou a agência sismológica nacional, citada pela televisão estatal CCTV. Mais de 260 réplicas sísmicas ocorreram durante o dia, indicou o Diário do Povo em seu site. As primeiras fotos da catástrofe mostravam edifícios destruídos e muitos escombros nas ruas.
Os 140 quilômetros de estrada entre a capital provincial, Chengdu, e Ya'an foram bloqueados para a circulação, sendo reservados apenas às ambulâncias e caminhões do exército ou a veículos de auxílio. Imagens aéreas apresentavam zonas rurais onde as casas pareciam ter desmoronado, e outras, mais povoadas, onde os danos eram menores.
Ao menos 10mil casas foram destruídas, de acordo com o governo de Sichuan. As construções das zonas rurais chinesas costumam ter materiais de qualidade inferior e as normas antissísmicas quase não são respeitadas. Mais de 2 mil militares foram enviados para reforçar os socorristas que trabalhavam no local.
O novo presidente chinês, Xi Jinping, pediu que as vítimas sejam ajudadas, enquanto o primeiro-ministro Li Keqiang viajou à região afetada, assim como seu antecessor Wen Jiabao costumava fazer em caso de catástrofes, o que o tornou muito popular. "As primeiras 24 horas são cruciais para salvar vidas", disse o primeiro-ministro.
O presidente russo Vladimir Putin enviou um telegrama de pêsames ao seu colega chinês e afirmou que a Rússia está preparada para dar toda a ajuda necessária à China, anunciou o Kremlin.