O ataque ocorreu na capital da região majoritariamente cristã da Ossétia do Norte. As autoridades indicaram que o atentado, perpetrado na cidade de Vladikavkaz, foi realizado com um carro-bomba. O corpo decapitado do terrorista já foi identificado em meio aos destroços.
Os explosivos recheados de estilhaços de metal provocaram uma verdadeira carnificina no mercado, lotado pouco antes da hora do almoço, destruindo carros e estilhaçando as janelas de prédios próximos.
"Um homem sem cabeça estava sentado em um carro, e eu percebi que provavelmente era o terrorista", relatou ainda muito nervosa Zhanna Margiyeva, que estava no mercado no momento da explosão."Estou assustada. Meu filho usa o transporte público todos os dias. Isso pode acontecer a qualquer um de nós, a qualquer momento", declarou Zhanna.
De acordo com as autoridades locais, o número de mortos ainda deve aumentar, uma vez que muitos dos feridos estão em estado muito grave.
O presidente russo, Dmitri Medvedev, prometeu fazer de tudo para descobrir quem está por trás do sangrento ataque. "Faremos tudo para capturar estes monstros (...), estes bastardos, que perpetuaram um ato terrorista contra pessoas comuns", disse Medvedev. "Faremos tudo para encontrá-los e puni-los", acrescentou.
Entre as vítimas fatais está um bebê de 18 meses, que chegou a ser levado com vida para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Seu irmão, de três anos, está internado em uma unidade de terapia intensiva, segundo fontes médicas.
Maria Gatsoyeva, porta-voz dos investigadores, informou que cerca de 30 a 40 quilos de explosivo foram utilizados. "O terrorista suicida estacionou seu carro na entrada do mercado central de Vladikavkaz e detonou os explosivos" contou a porta-voz.
"As pessoas que fazem isso são pessoas sem alma, sem coração", disse por sua vez o primeiro-ministro Vladimir Putin. "Nada para eles é sagrado. É nosso dever comum combater estes criminosos", acrescentou.
A Ossétia do Norte está situada no coração do problemático norte do Cáucaso russo, onde é a única região de maioria cristã, na fronteira com a Inguchétia, de maioria muçulmana.