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Sobe para 171 o número de russos mortos pelas enchentes

Chuva equivalente a cinco meses destruiu 5 mil casas e deixou mais de 12 mil desalojados

Choveu em 24 horas o correspondente a cinco meses, segundo a administração local
Choveu em 24 horas o correspondente a cinco meses, segundo a administração local Foto : Mikhail Mordasov/AFP/CP
O Ministério do Interior da Rússia informou neste domingo que subiu para 171 o número de vítimas das cheias provocadas pelas chuvas torrenciais de sexta-feira e sábado no Sul do país. O fenômeno destruiu mais de 5 mil residências e desalojou mais de 12 mil pessoas. Testemunhas dizem que muitas das vítimas estavam dormindo quando as águas subiram.

O presidente russo, Vladimir Putin, que sobrevoou a região afetada de helicóptero, exigiu uma investigação para saber se foram adotadas medidas suficientes para impedir as mortes na região de Krasnodar. Segundo as previsões, pode haver queda de granizo e voltar a chover forte na área, agravando a crise.

Mikhail Saakachvili, presidente da Geórgia, país vizinho que também sofre com as cheias, anunciou que está pronto a enviar equipes de salvamento e ajuda humanitária. As duas nações, contudo, não mantém relações diplomáticas com a Rússia desde 2008 e seria necessária autorização do governo local para operar em seu território.

As chuvas pegaram os habitantes desprevenidos, mas muitos russos dizem que tantas mortes podem ser o resultado de uma comporta aberta em um reservatório de água. Autoridades negam essas afirmações. Choveu em Gelendzhik em 24 horas o correspondente a cinco meses, segundo a administração local.

Em Novorossiisk, o maior porto da Rússia no Mar Negro, as chuvas de 24 horas corresponderam a dois meses de precipitação. Uma célula de emergência foi formada para tentar colocar a situação sob controle, segundo um funcionário do porto, Mikhail Sidorov. "Em alguns lugares, o nível da água atingiu um metro e meio", afirmou.


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