O presidente russo, Vladimir Putin, que sobrevoou a região afetada de helicóptero, exigiu uma investigação para saber se foram adotadas medidas suficientes para impedir as mortes na região de Krasnodar. Segundo as previsões, pode haver queda de granizo e voltar a chover forte na área, agravando a crise.
Mikhail Saakachvili, presidente da Geórgia, país vizinho que também sofre com as cheias, anunciou que está pronto a enviar equipes de salvamento e ajuda humanitária. As duas nações, contudo, não mantém relações diplomáticas com a Rússia desde 2008 e seria necessária autorização do governo local para operar em seu território.
As chuvas pegaram os habitantes desprevenidos, mas muitos russos dizem que tantas mortes podem ser o resultado de uma comporta aberta em um reservatório de água. Autoridades negam essas afirmações. Choveu em Gelendzhik em 24 horas o correspondente a cinco meses, segundo a administração local.
Em Novorossiisk, o maior porto da Rússia no Mar Negro, as chuvas de 24 horas corresponderam a dois meses de precipitação. Uma célula de emergência foi formada para tentar colocar a situação sob controle, segundo um funcionário do porto, Mikhail Sidorov. "Em alguns lugares, o nível da água atingiu um metro e meio", afirmou.