Policiais e soldados quenianos conseguiram isolar os sobreviventes do grupo armado que atacou o Westgate Mall. "Os criminosos estão encurralados em uma área em um dos andares. O resto do shopping parece estar seguro", afirmou a fonte no local.
Unidades de elite do exército queniano foram mobilizadas para reforçar as forças policiais no local e ajudar na retirada dos clientes e funcionários do centro comercial, que era sobrevoado por helicópteros. Os criminosos, que ainda não tiveram sua identidade divulgada, mas que falam em árabe ou somali, segundo testemunhas, invadiram ao meio-dia o centro comercial.
Muito movimentado nos fins de semana, o local é citado regularemente como possível alvo de grupos relacionados à Al-Qaeda, como os insurgentes somalis shebab. Este tipo de ataque é algo que nunca havia ocorrido na capital queniana e pode ser o atentado mais sangrento desde o ataque suicida da Al-Qalda de 1998, que teve como alvo a embaixada americana em Nairóbi e que deixou mais de 200 mortos.
O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, acompanha com preocupação o ataque. Segundo o porta-voz da ONU, Ban Ki-moon "falou com o presidente Uhuru Kenyatta e manifestou a sua preocupação e solidariedade".