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Sobe para 39 o número de xiitas mortos em ataque no Iraque

Ataques com bombas contra peregrinos xiitas deixaram outras 144 pessoas feridas

Peregrinos são alvo de novos ataques no Iraque
Peregrinos são alvo de novos ataques no Iraque Foto : Ali Al-Saadi / AFP / CP
Pelo menos 39 pessoas morreram e 144 ficaram feridas numa série de atentados contra peregrinos xiitas em Bagdá. Na terça-feira, um atentado com bombas já havia matado seis pessoas.

O maior ataque ocorreu na região sunita de Azamiya (Norte), por onde passavam inúmeros peregrinos em direção ao mausoléu do imã Moussa Kazim, na região vizinha de Kazimiya.

Ao menos 28 peregrinos morreram e 63 ficaram feridos quando um homem ativou no meio da multidão seu colete de explosivos por volta das 19h45min (13h45min, horário de Brasília).

Conforme o dirigente do Ministério do Interior, bombas artesanais também explodiram nas regiões de al-Jadida e Foudailia, no Leste da capital. O atentado deixou um total de 11 mortes e 63 feridos.

Hora antes, o exército havia impedido um ataque nas proximidades de Abou Ghraib, 20 quilômetros a Oeste de Bagdá. Militares abriram fogo contra um veículo que se recusou a parar e o motorista fez explodir seu próprio carro, ferindo quatro soldados.

Milhares de fiéis reuniram-se nesta quarta-feira em Bagdá para prestar homenagens a Moussa Kazim, o sétimo dos 12 imãs venerados pelos xiitas. Ele foi envenenado na prisão no ano de 799 sob ordens do califa Haroun al-Rachid, segundo a tradição xiita.

As celebrações, cercadas por um imponente esquema de segurança, ocorreram na noite desta quarta. Inúmeras ruas da capital foram fechadas e a circulação de carros foi interrompida desde terça-feira em vários pontos ao longo do rio Tigre, agravando ainda mais os engarrafamentos em uma cidade cercada por muros de concreto e barreiras de segurança.

"A circulação de motos, bicicletas e carroças está proibida em toda a cidade até novas ordens", informou a polícia, precisando que a homenagem xiita estava sendo vigiada até pelas forças aéreas.

Além disso, inúmeras tendas foram instaladas nas avenidas para oferecer água, comida e um pouco de sombra para os fiéis que caminham sob um sol forte até o mausoléu.


Os xiitas, maioria no Iraque, são alvos privilegiados dos grupos armados sunitas. Em abril de 2009, duas mulheres ativaram seus coletes com explosivos bem perto do mausoléu, matando 65 pessoas, 20 peregrinos iranianos, e ferindo outros 120.

Em agosto de 2005, 965 peregrinos morreram pisoteados em um tumulto, perto das regiões de Azamiya e Kazimiya, por causa de um boato sobre a presença de um camicase.