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Sobe para 413 o número de mortos em terremoto no Equador

Autoridades ainda não detalharam a quantidade de desaparecidos

Autoridades ainda não divulgaram o número de desaparecidos
Autoridades ainda não divulgaram o número de desaparecidos Foto : Juan Cevallor / AFP / CP
Chegou a 413, o número de mortos pelo terremoto de 7,8 graus registrado na costa do Equador e que foi considerado o pior em 40 anos no país - informou o Ministério Coordenador de Segurança, nesta segunda-feira. No anterior, o registro era de 350 mortos e mais de 2 mil feridos. As autoridades ainda não divulgaram número de desaparecidos.

O presidente equatoriano, Rafael Correa, retornou ao país após uma visita de mais de uma semana aos Estados Unidos e ao Vaticano. O chanceler equatoriano, Guillaume Long, detalhou nesta segunda-feira no Twitter que chegaram equipes de resgate e especialistas de Venezuela, Colômbia, Peru, México, Cuba, Bolívia, Chile, Suíça e Espanha. "Amanhã trabalharemos na cooperação para pós-resgate", acrescentou Long na mesma rede social.

Em Pedernales, uma das cidades mais afetadas, com praias sobre o Pacífico e forte atividade turística, as ruas davam a sensação de estar em uma zona de guerra, com casas reduzidas a escombros, hotéis destruídos e postes de luz sobre o asfalto. "Há fundos contingentes que já foram ativados: 300 milhões de dólares para emergências, 150 milhões para reconstrução porque depois disso vem a reconstrução", disse o vice-presidente Jorge Glas. "Aqui em Pedernales foram resgatados sobreviventes entre os escombros e não perdemos a esperança. Não se descarta" a possibilidade de encontrar mais pessoas com vida, acrescentou.

Os sobreviventes temem novos tremores secundários. Em seu último relatório, o Instituto Geofísico (IG) afirmou que "o número de tremores secundários tende a diminuir, embora ainda não seja possível descartar que sejam apresentados terremotos com magnitudes maiores que cinco 5,0".