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Sobe para 5 número de mortos durante votação da Constituinte na Venezuela

Homem foi baleado na cabeça durante manifestação

Vários confrontos ocorreram na Venezuela em protesto contra a votação da Assembleia Constituinte
Vários confrontos ocorreram na Venezuela em protesto contra a votação da Assembleia Constituinte Foto : Ronaldo Schemidt / AFP / CP
* Com informações da AFP 
 

Um homem de 43 anos morreu neste domingo baleado na cabeça em uma manifestação no estado de Lara, o que aumenta para cinco o número de mortos durante os protestos contra a votação da Assembleia Nacional Constituinte na Venezuela. O Ministério Público (MP) informou via Twitter a morte de Luis Zambrano, que "recebeu um disparo na cabeça durante uma manifestação na rua 54 com Pedro León Torres, de Barquisimeto" e adiantou que já iniciou a investigação do incidente.

A Venezuela realiza neste domingo as eleições da Constituinte, um processo do qual só participa parte do chavismo e que tem a rejeição da oposição, da Igreja Católica e vários países do mundo. Em paralelo, a oposição se manifesta nas ruas contra a votação, que qualifica de fraudulenta, o que gerou enfrentamentos entre os manifestantes e as forças de ordem pública.

A votação para a escolha dos 545 integrantes da Constituinte acontece em todo o país, com 6.120 candidatos, apesar da ameaça da oposição de um "boicote" contra a iniciativa do presidente Nicolás Maduro. No total, segundo números da Procuradoria venezuelana, 114 pessoas morreram desde o início da onda de protestos no país, em abril.

Candidato morre

Um candidato à Assembleia Constituinte, o advogado José Félix Pineda, foi assassinado a tiros na véspera da eleição, anunciou o Ministério Público. "Um grupo de pessoas invadiu no sábado à noite a residência de Pineda, de 39 anos, em Ciudad Bolívar (sudeste), e ele foi atingido por vários tiros", informou o MP. Pineda é o segundo candidato à Constituinte assassinado. No dia 10 de julho, José Luis Rivas morreu ao ser baleado durante um evento de campanha na cidade de Maracay (centro-norte).

Dirigente da oposição

Um dirigente da oposição morreu na madrugada de domingo em um protesto pouco antes do início da votação. O Ministério Público confirmou que Ricardo Campos, de 30 anos, morreu em Cumaná, no estado de Sucre, em circunstâncias que estão sendo investigadas. O deputado opositor Henry Ramos Allup informou que Campos era secretário local para juventude do partido Ação Democrática (AD) e que foi morto a tiros.