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Sobe para ao menos 50 o número de mortos em ataque terrorista na Nigéria

Estudantes universitários foram alvejados enquanto dormiam por extremistas do Boko Haram

Subiu para pelo menos 50 a contagem de mortos após ataque do grupo islamita Boko Haram ao dormitório de uma universidade do noroeste da Nigéria. Os números foram apurados pela rede britânica BBC na Faculdade de Agricultura de Gubja, no estado de Yobe.

Segundo o porta-voz militar, Lazarus Eli, os terroristas entraram na faculdade e dispararam contra os estudantes" que dormiam. A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, condenou o que chamou de "horrível ataque". O estado de Yobe tem sido palco de violentos ataques nos últimos meses contra instituições de ensino que não seguem os preceitos do Islã.

O pior ataque, até agora, havia acontecido em julho na cidade de Mamudo, onde islamitas lançaram explosivos e dispararam contra os estudantes, matando 41 pessoas. O Boko Haram - cujo nome significa "a educação ocidental é pecado" - reivindicou nos últimos quatro anos uma série de ataques contra escolas e universidades. Em junho, os insurgentes mataram sete alunos e dois professores em Damataru.

Yobe é um dos três estados dos noroeste da Nigéria onde o Exército realiza uma ofensiva desde meados de maio contra o grupo de insurgentes. Segundo o exército, os recentes ataques contra estabelecimentos escolares mostra o "desespero" do grupo islamita, que "só é capaz de atacar alvos fáceis". O ministério da Defesa assegurou que a ofensiva de maio contra o Boko Haram havia "dizimado o grupo" e dispersado seus membros.

Apesar disso, insurgentes do Boko Haram, usando uniforme militar, mataram 142 pessoas em setembro na cidade de Benisheik, no estado de Borno. O Boko Haram também ataca milícias de autodefesa, que apoiam o exército. As ligações telefônicas foram cortadas em grande parte da região, impedindo os civis alertarem as autoridades em caso de ataque.

Nesta região, os atentados contra igrejas, principalmente durante a missa de domingo, se tornaram frequentes.
O Boko Haram reivindica a criação de um Estado islâmico no norte da Nigéria, majoritariamente muçulmano, ao contrário do sul, majoritariamente cristão. Os ataques do grupo extremista e a repressão das forças de segurança deixaram ao menos 3,6 mil mortos desde 2009, segundo a ONG Human Rights Watch.


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