"Após o acidente ferroviário, o SAME (Serviço Médico Metropolitano) realizou 214 transferências a 13 hospitais de Buenos Aires e dois dos feridos faleceram mais tarde", informou o ministério da Saúde em comunicado. A maioria das vítimas estava no ônibus, entre elas o motorista do veículo, conforme o secretário argentino de Transporte, Juan Pablo Schiavi.
"Cerca de 20 ou 30 estão em estado grave, com politraumatismos diversos", relatou o chefe do SAME, Alberto Crescenti, que assegurou que já não existiam pessoas presas entre as ferragens. O comandante dos bombeiros Omar Bravo revelou que "um menino de dois anos, que estava embaixo da plataforma, foi salvo".
O maquinista de um dos dois trens, Alberto Carbonelli, foi o último a ser retirado do local do acidente. Ele ficou com as pernas presas entre as ferragens, mas foi levado lúcido de helicóptero até o hospital Teodoro Alvarez, onde foi submetido a uma operação. Na instituição, a mais próxima do local do acidente, permanecem duas pessoas internadas, enquanto 57 receberam alta ou foram transferidas sem gravidade a outros centros de saúde.
O acidente ocorreu na linha Sarmiento de trens, que une a estação Once, no centro de Buenos Aires, com a povoada periferia oeste. O incidente ocorreu pouco antes das 7h, quando milhares de pessoas utilizam o transporte público para iniciar o dia de trabalho. "Um trem que estava entrando na estação de Flores, procedente da Onze, bateu em um ônibus da linha 92 e o arrastou até a plataforma", detalhou Gustavo Gago, gerente de Relações Institucionais da empresa Trens de Buenos Aires. "A condução descarrilou e invadiu a via em frente, onde foi atingido na lateral por outro trem."