Milhares de sobreviventes passaram novamente a noite ao relento e continuavam esperando ajuda de emergência. "Não recebemos do governo nenhuma ajuda, nem comida, nem remédios", queixou-se Abdul Latif, de 25 anos, que participou em uma manifestação com outras 200 pessoas diante da sede do chefe de distrito de Awaran.
O terremoto de magnitude 7,7 graus na escala Richter atingiu o distrito de Awaran, na fronteira com o Irã, a província mais pobre do país e cenário de atentados cometidos por grupos islamitas, assim como de uma guerra travada entre a rebelião separatistas e as forças governamentais.
Nesta quinta-feira, vários foguetes foram disparados contra o helicóptero do chefe dos serviços de emergência paquistaneses, que sobrevoava as regiões atingidas pelo terremoto. O exército paquistanês foi mobilizado para socorrer os sobreviventes dos seis distritos - Awaran, Kech, Gwadar, Panjgur, Chaghi e Khuzdar - mais afetados e com uma população de mais de 300.000 pessoas.
As autoridades paquistanesas decretaram estado de emergência. O exército paquistanês já enviou 100 médicos, mobilizou mil soldados na região e montou um hospital de campanha em Tarteej, uma das localidades mais afetadas.