José Luis Inciarte, Ramón 'Moncho' Sabella, Gustavo Zervino e Pedro Algorta, sobreviventes do que ficou conhecido como o "milagre dos Andes", chegaram no início da tarde ao local. "Viemos pela necessidade de devolver ao povo chileno tudo o que nos deram", disse Inciarte. "A cordilheira está florida e isto é um bom presságio", completou.
Inciarte explicou que a experiência vivida pelo grupo de uruguaios foi "totalmente diferente" a dos mineiros presos atualmente, mas que uma coisa é igual: a vontade de sobreviver. Ele também elogiou as equipes de resgate que trabalham para retirar os mineiros do local.
Zerbino afirmou que o presidente chileno Sebastián Piñera, que recebeu os uruguaios em Santiago, pediu que transmitissem a seguinte mensagem aos mineiros: "Em 18 de setembro (data da festa nacional do Chile) vamos ter vocês em nossos pensamentos, mas no Natal vamos festejar juntos".
Uruguaios comeram carne humana para sobreviver
Em 13 de outubro de 1972, um avião uruguaio caiu na Cordilheira dos Andes com 45 passageiros, em sua maioria membros de um time de rúgbi que viajava ao Chile para disputar uma partida. Os sobreviventes não tiveram alternativa a não ser se alimentar dos companheiros mortos, até que dois jovens do grupo conseguiram cruzar a pé as montanhas e pedir ajuda.
A experiência extrema – que gerou um livro e um filme com o título "Vivos" – voltou a ser lembrada com a tragédia dos 33 mineiros chilenos. Um desabamento na jazida deixou os trabalhadores presos em 5 de agosto. Eles só foram localizados, todos vivos, depois de 17 dias. As autoridades chilenas trabalham no resgate, que pode demorar quatro meses.