Vinte e sete sobreviventes de um naufrágio que poderia ter deixado 700 mortos no Mar Mediterrâneo chegaram, na noite desta segunda-feira, ao porto siciliano de Catania, no sul da Itália. Graziano Delrio, ministro italiano dos Transportes, recebeu os indivíduos, que passaram por inspeção sanitária em lojas instaladas no porto, antes de serem levados de ônibus a um centro de atendimento de emergência. Outro homem, em estado de emergência, foi transferido no domingo.
Algumas dezenas de defensores dos direitos dos imigrantes protestaram para reivindicar a abolição de uma lei que criminaliza a imigração ilegal. "Emigrar não é um crime, a história da Sicília nos mostrou", gritaram. Segundo os sobreviventes, até 950 pessoas, entre elas 50 crianças e 200 mulheres, podem ter morrido no domingo, em frente à costa da Líbia, no naufrágio da embarcação em que estavam no momento em que se aproximava o navio português que se preparava para ajudá-los.
A guarda costeira italiana, que recuperou 24 cadáveres e 28 sobreviventes, não confirmou por enquanto este balanço. A União Europeia decidiu celebrar na próxima quinta-feira uma cúpula extraordinária para responder com urgência o naufrágio no Mediterrâneo.
Sobreviventes de naufrágio no Mediterrâneo chegam à Sicília
Guarda costeira italiana recuperou 24 cadáveres e 28 sobreviventes