Os sobreviventes do terremoto no sul do Chile começaram esta terça-feira em pé de guerra, organizados em grupos armados de autodefesa, ao mesmo tempo que patrulhas militares percorriam as ruas. Em Concepción, no epicentro da região mais afetada, o toque de recolher foi ampliado até 12h. A cidade está tomada por milhares de pessoas que sofrem com fome e sede, além de grupos de vândalos que saqueiam lojas em busca de aparelhos de TV e computadores.
A falta de energia elétrica levou moradores a montar barricadas e acender fogueiras para defender suas casas de eventuais grupos de saqueadores. Com o amanhecer, enquanto o toque de recolher seguia em vigor, muitos moradores optaram por dormir um pouco, deixando as ruas quase desertas, com exceção de algum veículo ocasional e das viaturas militares.
Em Talca, o panorama é similar, com ruas desertas, depois que os moradores passaram a noite acordados e entrincheirados para proteger as poucas coisas que restaram, e puderam entrar em casa para descansar. "Aqui estão saqueando até o quartel de bombeiros", denunciou na segunda-feira o comandante dos bombeiros de Concepción, Jaime Jara.
Sobreviventes do terremoto organizam grupos de defesa no Chile
Toque de recolher em Concepción foi ampliado até às 12h