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Sobreviventes mexicanos relatam bombardeio de três horas no Egito

Oito morreram durante ataque a turistas confundidos com membros do Estado Islâmico

Os turistas mexicanos feridos no deserto do Egito relataram que sofreram um bombardeio de três horas. Eles teriam sido confundidos com jihadistas pelas forças de segurança. No total, oito foram mortos no incidente. "Se via a fúria com a qual iam e vinham. Fomos bombardeados umas cinco vezes, sempre do ar", relatou Susana Calderón, uma das sobreviventes e mulher de Luis Barajas, morto no ataque.

O bombardeio ocorreu quando o comboio de turistas parou para almoçar em seu trajeto para o oásis de Bahariya, 350 quilômetros a sudoeste do Cairo, no momento em que as forças de segurança perseguiam um grupo de jihadistas. "Não havia como se abrigar, para onde correr. Não sei se eram foguetes, bombas ou outra coisa, mas ouvi rajadas", contou Susana.

Os primeiros a morrer foram um motorista, um policial e um dos mexicanos que organizou a viagem, lembrou Calderón, cujo marido foi levado com vida ao hospital. "Vi meu marido quando estava na maca e ele disse que me amava. Respondi que o amava também e depois não soube mais dele".

Calderón rejeitou a versão do governo egípcio de que o grupo estava em uma zona proibida, e lembrou que durante o percurso o grupo foi interpelado em duas ocasiões pelas forças de segurança, que verificaram sua documentação. O governo egípcio acusa os organizadores da excursão pela tragédia, alegando que o grupo deveria estar em um ônibus e não em caminhonetes, e que circulava por uma "zona proibida" quando as forças de segurança perseguiam jihadistas. O governo do México manifestou sua indignação com o ataque e exigiu uma investigação profunda e rápida sobre o incidente.