Um dos momentos que gerou maior protesto foi quando, após breve relato de que uma mulher havia sido atacada, a âncora de um telejornal minimizou a situação: "Eles estão felizes, ora", declarou Maha Bahanassy, durante a programação de uma das TVs oficiais. Posteriormente, ela se desculpou e relatou que seus comentários haviam sido mal interpretados.
Quatro das cinco mulheres atacadas pelas ordas precisaram de cuidados médicos. Em alguns dos casos, a ferocidade dos homens envolvidos era tanta que os policiais que buscaram interferir acabaram feridos pela multidão. Não foram confirmadas prisões.
Os casos de assédio contra mulheres são epidêmicos no Egito. Pesquisa das Nações Unidas apontou que 99,3% da população feminina do país já sofreu algum tipo de abuso e 82% reconheceu que se sente insegura nas ruas.