A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) criticou nesta quarta-feira a intenção da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, de enviar um projeto de lei ao Congresso para declarar de "interesse público" a produção, distribuição e comercialização de papel para jornais.
A entidade qualificou a iniciativa de "medida inconstitucional" através da qual se pretende "controlar a mídia".
Na noite de terça-feira, a presidente Kirchner deu a conhecer o relatório "Papel Prensa: La verdad", sobre a empresa fabricante de papel na qual o Estado compartilha a propriedade com os jornais Clarín e La Nación. No informe, Kirchner acusou os meios privados de apropriar-se da fábrica em 1976 em conivência com a ditadura militar.
Os diários desmentiram a posição do governo. O presidente da SIP, Alejandro Aguirre, disse que "surpreende o fato de o governo (argentino) fazer as acusações tornando expressa a intenção de controlar os meios de comunicação, através da regulação da fabricação e distribuição do papel-jornal - um insumo básico da indústria de comunicação que, na Argentina, não é escasso nem apresenta um problema de abastecimento. Daí não tem porquê possuir regulações especiais".
Sociedade Interamericana de Imprensa questiona governo argentino
Presidente Cristina Kirchner tenta controlar papel de jornal