Mais de meio século depois, os três soldados que arriaram a bandeira americana em Cuba em 1961 voltarão nesta sexta-feira com o secretário de Estado John Kerry à ilha para hasteá-la de novo, anunciou a Casa Branca. "Adorarei ver a essa bandeira subir de novo", disse Jim Tracy, de 78 anos.
Em 4 de janeiro de 1961, o sargento Jim Tracy e os cabos Larry Morris e Mike East foram designados para a tarefa de retirar a bandeira que ondeava na embaixada americana em Havana, no dia seguinte ao rompimento das relações diplomáticas. Do lado de fora, uma multidão de cubanos, esperançosos de conseguir visto para abandonar o país em meio à revolução, observou os militares baixarem a bandeira e dobrá-la cerimoniosamente. "Foi um momento emotivo", disse East, cinco décadas depois, em um vídeo difundido pelo site do departamento de Estado.
Nesta sexta, os três ex-marines estarão junto a Kerry na cerimônia de hasteamento da bandeira e reabertura da embaixada. Katherine Vargas, porta-voz da Casa Branca, confirmou que os ex-soldados "içarão a bandeira". Embora seja simbólica e histórica, a cerimônia é uma formalidade: Washington e Havana restauraram os laços diplomáticos no dia 20 de julho.
O edifício de concreto em que se localiza a sede diplomática norte-americana, em frente ao conhecido Malecón da capital cubana, receberá funcionários públicos dos dois países e congressistas americanos. A bandeira, contudo, não será a mesma de 54 anos atrás, ressalvou uma fonte do Departamento de Estado. Para os idosos soldados, a cerimônia de sexta significará o conserto de um erro. "A bandeira americana volta para onde deveria estar", indicou Morris.
Soldados que retiraram a bandeira dos EUA em Cuba voltam para hasteá-la
Bandeira que foi retirada em 1961, no dia seguinte ao rompimento das relações diplomáticas entre os países