As autoridades britânicas e líderes de todo o mundo condenaram o atentado de Londres que deixou sete mortos. A primeira-ministra Theresa May expressou solidariedade com as vítimas. Após uma reunião extraordinária de seu comitê de segurança neste domingo, May disse que o país enfrenta "uma nova forma de ameaça", na qual os autores dos atentados "copiam uns aos outros" e se inspiram em "uma ideologia do mal do extremismo islâmico".
O prefeito de Londres, Sadiq Khan, chamou o atentado de "bárbaro" e injustificável. "Não há nenhuma justificativa para este ataque bárbaro", afirmou Khan em um comunicado. "Foi um ataque deliberado e covarde contra londrinos e turistas de nossa cidade que desfrutavam do sábado à noite", disse.
Donald Trump, presidente do Estados Unidos, ofereceu o "pleno apoio" para a investigação de dois "brutais ataques terroristas" em Londres, em um telefonema para a primeira-ministra britânica, Theresa May. Na conversa, Trump "elogiou a heroica resposta da Polícia e de outras autoridades que agiram rapidamente e ofereceu o total apoio do governo dos Estados Unidos para investigar e levar os responsáveis por esses atos odiosos à Justiça", informou a Casa Branca.
Trump já havia manifestado suas condolências pelo Twitter. "Tudo o que os Estados Unidos puderem fazer para ajudar Londres e o Reino Unido, estaremos lá. Estamos com vocês. Que Deus os abençoe!", tuitou Trump. Minutos antes, o presidente dos EUA havia escrito outra mensagem na qual falava sobre a necessidade de aprovar seu decreto, atualmente bloqueado, que proíbe viagens aos Estados Unidos de pessoas procedentes de seis países com maioria muçulmana, mas sem mencionar os incidentes de Londres. "Temos que ser inteligentes, vigilantes e fortes. Precisamos que as cortes devolvam os nossos direitos. Precisamos de uma proigição de viagens como um nível extra de
segurança!", disse.
O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, chamou os eventos de "terríveis". O Papa Francisco pediu "Que o Espírito doe paz ao mundo inteiro, cure as chagas da guerra e do terrorismo, que também esta noite, em Londres, afetou civis inocentes: oremos pelas vítimas e seus familiares".
O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker afirmou: "Acompanho com horror os últimos acontecimentos em Londres. Pensamentos e orações para as vítimas e suas famílias". O presidente russo Vladimir Putin expressa "profundos pêsames" ao povo britânico e condena o atentado terrorista de Londres", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.
A chanceler alemã Angela Merkel expressou solidariedade e disse que "hoje estamos unidos além de qualquer fronteira pelo horror e o luto, mas também pela determinação". "Eu confirmo pela Alemanha: no combate contra qualquer forma de terrorismo estamos decididamente ao lado da Grã-Bretanha".
O presidente francês, Emmanuel Macron, expressou sua solidariedade com o Reino Unido. "Diante desta nova tragédia, a França está mais do que nunca ao lado do Reino Unido. Meu pensamentos estão com as vítimas e seus entes queridos".
O primeiro-ministro da Itália, Paolo Gentiloni, falou que "em homenagem às vítimas, estamos unidos em nosso compromisso comum de lutar contra o terrorismo". Mariano Rajoy, primeiro-ministro da Espanha, também manifestou preocupação. "Acompanho com preocupação os ataques em Londres, triste informação. Nossa solidariedade e apoio às
autoridades e ao povo britânico", escreveu no Twitter.
Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa garantiu que "continuaremos defendendo a paz, a democracia e a liberdade". O primeiro-ministro da Holanda Mark Rutte afirmou que "Londres está de luto após um novo ataque covarde. E estamos de luto com ela".
O presidente da Áustria, Alexander Van Der Bellen, condenou "este ato covarde e se solidariza com o povo britânico". O primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, demonstrou "Tristeza e raiva. Temos que lutar contra o terrorismo e o medo com determinação e solidariedade".
O Ministro das Relações Exteriores da Turquia Mevlut Cavusoglu lembrou série de atentados: "Bagdá, Cabul e agora Londres. Condenamos o terrorismo onde ele aconteça. Nós o venceremos com uma luta comum".
A Al-Azhar, prestigiosa instituição do islã sunita com sede no Cairo, disse que condena o atentado e pide à comunidade internacional "unir esforços para eliminar o terrorismo e seu perigo, que agora ameaça a paz mundial". O secretário-geral da Liga Árabe, Ahmed Abul Gheit, pediu uma "ação imediata e forte da comunidade internacional, com base em um enfoque global para romper as forças do terrorismo e do extremismo".
O presidente Michel Temer também se manifestou sobre o atentado em Londres: "Transmito ao povo e ao governo britânico a solidariedade de todos os brasileiros", escreveu no Twitter.
Solidariedade internacional e condenação no Reino Unido após atentado de Londres
Autoridades britânicas e líderes do mundo todo se manifestaram sobre ataques