Strauss-Kahn deverá permanecer em prisão domiciliar, em Nova Iorque. Nesta sexta, o FMI repudiou as informações divulgadas em reportagem do jornal The New York Times, que alega que o assédio sexual e as relações extraconjugais são corriqueiros nos corredores da instituição. "Este não é o Fundo que conhecemos e no qual trabalhamos", disse o porta-voz do FMI, William Murray. A manchete da primeira página do jornal americano estampou hoje: 'No FMI, homens à espreita e mulheres, vigilantes'.
A reportagem foi publicada depois que Dominique Strauss-Kahn foi detido no sábado, acusado de tentativa de estupro e agressão sexual contra uma camareira do hotel de Nova Iorque onde o alto executivo estava hospedado. Ele nega as acusações.
O FMI publicou um novo código oficial de conduta esta quinta-feira, antes da divulgação do artigo, no qual reforçou suas regras a respeito das relações pessoais em suas instalações. Segundo o documento, "uma estreita relação pessoal entre o supervisor e o subordinado apresenta um possível conflito de interesses e deve ser reportado e resolvido, no geral mediante a recolocação de um dos indivíduos em uma área de trabalho diferente".