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Strauss-Kahn deixa presídio de Rikers Island, em Nova Iorque

Ex-diretor do FMI aguardará julgamento por crimes sexuais em prisão domiciliar

Strauss-Kahn deixa presídio de Rikers Island, em Nova Iorque
Strauss-Kahn deixa presídio de Rikers Island, em Nova Iorque Foto : Nicholas Kamm/AFP
O ex-diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, deixou a prisão de Rikers Island, em Nova Iorque (Estados Unidos), após ser libertado sob fiança. A liberação do dirigente francês, indiciado por crimes sexuais, ocorreu na tarde desta sexta-feira. A imprensa se reuniu em grande número em frente ao prédio no qual, supostamente, ele ficará residindo.

Strauss-Kahn deverá permanecer em prisão domiciliar, em Nova Iorque. Nesta sexta, o FMI repudiou as informações divulgadas em reportagem do jornal The New York Times, que alega que o assédio sexual e as relações extraconjugais são corriqueiros nos corredores da instituição. "Este não é o Fundo que conhecemos e no qual trabalhamos", disse o porta-voz do FMI, William Murray. A manchete da primeira página do jornal americano estampou hoje: 'No FMI, homens à espreita e mulheres, vigilantes'.

A reportagem foi publicada depois que Dominique Strauss-Kahn foi detido no sábado, acusado de tentativa de estupro e agressão sexual contra uma camareira do hotel de Nova Iorque onde o alto executivo estava hospedado. Ele nega as acusações.

O FMI publicou um novo código oficial de conduta esta quinta-feira, antes da divulgação do artigo, no qual reforçou suas regras a respeito das relações pessoais em suas instalações. Segundo o documento, "uma estreita relação pessoal entre o supervisor e o subordinado apresenta um possível conflito de interesses e deve ser reportado e resolvido, no geral mediante a recolocação de um dos indivíduos em uma área de trabalho diferente".


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