O ex-diretor do FMI admitiu também que pretendia ser o candidato socialista à presidência da França em 2012, mas disse que o escândalo no qual está envolvido impossibilita a candidatura. "Contudo, acredito que uma vitória da esquerda é necessária", disse. Segundo Strauss-Kahn, ele acreditava que a posição no FMI lhe daria certa vantagem na corrida presidencial. "Agora tudo isso é passado", disse ele. "Não sou mais candidato", concluiu.
Com exceção de poucas palavras pronunciadas em 23 de agosto em Nova York, depois que a justiça americana arquivou as acusações apresentadas por Nafissatou Diallo, uma guineana de 32 anos, o ex-diretor do FMI ainda não havia falado em público. Segundo o Journal du Dimanche, Strauss-Kahn "dará explicações e pedirá desculpas", duas semanas depois de ter retornado a França, onde é objeto de uma denúncia similar apresentada pela jornalista e escritora Tristane Banon, de 32 anos, por fatos acontecidos em 2003.
Uma pesquisa mostrou que 53% dos franceses esperam que neste domingo "DSK" anuncie a saída da vida política e 35% querem uma explicação sobre o que aconteceu em Nova York. Organizações feministas protestaram contra a entrevista e convocaram uma manifestação diante da emissora.