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Strauss-Kahn volta à França após quatro meses nos EUA

Sete acusações contra o ex-diretor-gerente do FMI foram arquivadas

Strauss-Kahn volta à França após quatro meses nos EUA
Strauss-Kahn volta à França após quatro meses nos EUA Foto : Miguel Medina / AFP
O ex-diretor-gerente do FMI Dominique Strauss-Kahn voltou, neste domingo, à França, após ficar quatro meses em Nova Iorque sob acusação de tentativa de estupro de uma camareira de hotel. O incidente destruiu suas aspirações à presidência francesa em 2012.

Strauss-Kahn e sua mulher, a ex-jornalista francesa Anne Sinclair, chegaram a Paris a bordo de um avião da Air France que aterrissou no aeroporto de Roissy, às 07h05min local (2h05min de Brasília), mais de uma hora antes do que pessoas próximas ao casal haviam anunciado. Pouco depois, os dois saíram rapidamente do terminal 2E do aeroporto parisiense escoltados por policiais e subiram em um veículo cinza em meio a muitos jornalistas e curiosos.

O casal, sorridente, não fez nenhuma declaração à imprensa. Strauss-Kahn, 62 anos, foi colocado em liberdade no dia 23 de agosto pela justiça de Nova Iorque, que desistiu de processá-lo penalmente após arquivar as sete acusações que pesavam contra ele desde 14 de maio. Neste dia, ele foi detido no aeroporto JFK acusado de tentativa de estupro por Nafissatou Diallo, uma guineana de 32 anos que trabalhava como camareira no luxuoso hotel onde ele estava hospedado.

"Este é o fim de uma terrível e injusta experiência", havia afirmado o político francês após o juiz retirar as acusações que por mais de três meses o fizeram viver, segundo suas próprias palavras, "um pesadelo".

Strauss-Kahn, que neste domingo cumpriu com seu objetivo de voltar à França, onde foi prefeito, deputado e ministro, também era, até maio, o grande favorito socialista para derrotar nas eleições de 2012 o presidente francês Nicolas Sarkozy. "Falarei mais longamente quando estiver na França", havia antecipado.

Pessoas próximas a ele indicaram neste domingo que "hoje não fará" nenhuma declaração pública. "Tem a vontade de se explicar e falar aos franceses sobre o ocorrido", afirmou um de seus parceiros socialistas, Jean Marie Le Guen, embora não tenha dito quando o fará.

O fim do processo nos Estados Unidos não encerra, no entanto, o caso, já que Diallo apresentou uma denúncia civil para exigir uma compensação econômica. Na França, também se espera uma denúncia por tentativa de estupro em 2003 apresentada pela jornalista e escritora Tristane Banon, 32 anos.



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