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Suíça bloqueia bens de Kadafi e familiares

Em nota, Ministério das Relações Exteriores condenou a violência usada pelo presidente líbio

Líbia vive intensos protestos e número de mortes ainda é desconhecido
Líbia vive intensos protestos e número de mortes ainda é desconhecido Foto : Patrick Baz / AFP / CP
A Suiça ordenou, na terça-feira, o bloqueio imediato dos bens do líder Muamar Kadafi e familiares nesse país, informou o governo suíço hoje. "O Conselho Federal condena com a maior firmeza a violência empregada pelo homem forte da Líbia contra seu povo", assinala o Ministério das Relações Exteriores da Suíça em um comunicado.

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"Ante os acontecimentos, o Conselho Federal decidiu desbloquear com efeito imediato todos os bens eventuais de Muamar Kadafi e de seus familiares na Suíça", afirma o texto, acrescentando que a medida ficará em vigor por três anos.

Já os Estados Unidos pediram hoje que a Líbia seja expulsa do Conselho de Direitos Humanos da ONU devido à violenta repressão do regime, que viola os direitos do povo. "Acreditamos que a Líbia deve ser expulsa do Conselho de Direitos Humanos", afirmou o porta-voz do departamento de Estado, Philip Crowley.

Igreja Católica

A Igreja Católica italiana, por sua vez, pediu "a intervenção de toda a Europa para que ajude de forma eficaz os países afetados em primeira linha" pela possível onda de imigrantes provenientes da Líbia devido à revolta no país. O pedido foi feito pelo cardeal Angelo Bagnasco, presidente da conferência episcopal italiana. "Uma enorme tragédia está ocorrendo diante de nossos olhos", afirmou o religioso italiano ao solicitar uma resposta "eficaz" de toda Europa.

Há anos que a Igreja italiana presta ajuda concreta aos imigrantes que chegam à Itália através de várias entidades, entre elas a Caritas International, que oferece comida e alojamento em diferentes regiões do país. A situação na Líbia "levará muitas pessoas a abandonar o próprio país para ir para onde puderem, e a Itália é um dos países mais próximos", disse. "Procuram liberdade, uma vida melhor, pão e sobretudo esperança", assegurou o cardeal.

O ministro italiano do Interior, Roberto Maroni, pediu hoje a seus parceiros europeus que ajudem seu país a fazer frente ao risco de uma crise humanitária "catastrófica". As autoridades italianas temem uma onda de ao menos 200 a 300 mil imigrantes do norte da África caso Kadafi deixe o poder em consequência da revolta popular que se propaga pelo país.

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