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Sueco é detido suspeito de ter roubado o letreiro de Auschwitz

Ex-líder nazista foi preso nesta quinta-feira em Estocolmo

O ex-líder neonazista sueco Anders Hogstrom foi detido nesta quinta-feira em Estocolmo por suspeita de ser o autor do roubo do letreiro "Arbeit macht frei" (O trabalho nos torna livre) no antigo campo de concentração de Auschwitz, conforme anúncio do promotor encarregado do caso na Suécia.

A detenção do suspeito, sobre quem pesava uma ordem de prisão europeia emitida pela justiça polonesa, aconteceu em sua residência em Estocolmo. "Está atualmente detido na delegacia e pediu um advogado", informou a fonte.

O letreiro em alemão foi roubado no dia 18 de dezembro de 2009 e recuperado alguns dias depois, partido em três pedaços. Cinco poloneses foram presos e, posteriormente, Hogstrom, de 34 anos, admitiu que foi convidado a atuar como intermediário para vender o letreiro. Mas que, por fim, alertou a polícia polonesa sobre o roubo. O suspeito foi fundador e diretor de 1994 a 1999 da Frente Nacional-Socialista, principal partido neonazista sueco.

A placa com a frase em alemão simboliza, para a maioria, o cinismo sem limites da Alemanha nazista. O slogan popularizado pelo pastor alemão Lorenz Diefenbach, morto em 1886, em seu livro "Arbeit Macht Frei", foi retomado pelos nazistas em 1930.

No início, os nazistas o utilizavam com fins de propaganda na luta contra o elevado desemprego na Alemanha, mas, anos mais tarde, se converteu num slogan dos campos de trabalho e extermínio alemães.