O supertufão Ragasa tocou o solo na China continental nesta quarta-feira (24), atingindo a cidade de Yangjiang, na província de Guangdong. O fenômeno chega ao país asiático após provocar devastação em outras regiões do Sudeste Asiático, incluindo Taiwan, onde causou a morte de pelo menos 17 pessoas, e no norte das Filipinas, onde foram registradas oito vítimas fatais.
O supertufão se afastou lentamente de Hong Kong, onde o nível máximo de alerta foi retirado, mas deixou um rastro de destruição. O centro financeiro sofreu com uma "importante maré ciclônica", queda de dezenas de árvores e inundações em vários bairros. A região de Macau também enfrentou inundações generalizadas e teve o fornecimento de energia elétrica suspenso em algumas áreas. Na China continental, as autoridades ordenaram o fechamento de escolas e estabelecimentos comerciais em pelo menos dez cidades, afetando dezenas de milhões de pessoas.
Inundações e resgates em Hong Kong
Em Hong Kong, o Ragasa atingiu a região com chuvas torrenciais durante a madrugada, e 62 pessoas precisaram ser atendidas em hospitais públicos por lesões relacionadas à passagem do tufão. Um incidente de destaque envolveu uma criança de cinco anos, sua mãe e o pai, que caíram ao mar enquanto observavam as ondas, sendo todos hospitalizados em estado crítico.
Vários distritos de Hong Kong sofreram inundações severas. Vídeos mostram a água invadindo hotéis e a localidade costeira de Heng Fa Chuen. O aeroporto de Hong Kong teve sua operação significativamente reduzida, com apenas um número limitado de voos de carga programados. As autoridades informaram que mais de 810 pessoas buscaram refúgio em 50 abrigos temporários. Cientistas alertam que a intensificação de tempestades como o Ragasa está ligada aos efeitos das mudanças climáticas.