Uma filial local da rede NBC News disse que o homem vestia uma jaqueta, lenço, chapéu e óculos. Porta-vozes da polícia disseram, sem dar maiores detalhes, que os oficiais federais queriam saber se Nakula havia violado as condições de liberdade condicional na qual se encontra.
Nakula havia sido declarado culpado em 2010 por fraude bancária e sentenciado a 21 meses de prisão. Ele também havia sido proibido de usar computadores ou internet por cinco anos sem autorização prévia e foi condenado a pagar uma multa de 790 mil dólares.
Uma informação divulgada na quarta-feira pelos meios de comunicação americanos indicava que Nakula era o diretor da empresa produtora do filme, embora supostamente ele tenha negado ser o diretor do longa-metragem. O canal de notícias CNN o identificou na quinta-feira com o autor de "A inocência dos muçulmanos", cuja divulgação na internet desencadeou ataques na Líbia, durante os quais morreram o embaixador americano em Benghazi, Chris Stevens, e outros três americanos. Além da Líbia, também houve violência no Egito e no Iêmen e protestos no Irã, Iraque, Gaza e Líbano.
O cineasta foi identificado sob o pseudônimo de Sam Bacile, supostamente um construtor americano-israelense, mas que informações posteriores apontaram primeiro para o cineasta copta Morris Sadek e, por fim, a Nakula, também copta. Um colaborador do filme, Steve Klein, disse que o diretor - cujo nome verdadeiro não foi revelado - decidiu se esconder porque teme por sua vida.