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Suprema Corte dos EUA aprova reforma da saúde com modificações

Sentença, aprovada por cinco votos a quatro, obriga americanos a ter um plano de saúde médico

Manifestantes favoráveis a proposta de Obama comemoraram a aprovação da reforma da saúde
Manifestantes favoráveis a proposta de Obama comemoraram a aprovação da reforma da saúde Foto : Saul Loeb / AFP / CP
A Suprema Corte dos Estados Unidos confirmou nesta quinta-feira o texto base da lei de reforma da saúde do presidente Barack Obama. A norma obriga todos os cidadãos americanos a pagar um seguro-saúde, embora com certos limites. A sentença definida pela maioria da Corte, a quatro meses das eleições americanas, significa uma grande vitória para o presidente democrata.

Cinco juízes, entre eles o presidente John Roberts, cujo voto foi decisivo, decidiram que o Congresso tem o poder de impor a lei. Quatro votaram contra a norma. No entanto, os juízes aprovaram a imposição de limites a certas mudanças no programa de saúde pública Medicaid, destinado aos mais pobres.

A reforma estabelece que todos os americanos deverão obter um seguro médico antes de 2014, sob pena de sanções financeiras. Sem se dar por vencida, a oposição republicana prometeu que tentará revogar a decisão após as eleições de novembro.

A sentença da Corte americana foi descrita por especialistas como "a decisão do século", no último dia de sua sessão anual e após três meses de deliberações. Em frente ao local, diversos manifestantes favoráveis a proposta de Obama comemoraram a aprovação da lei.

Romney diz que vai abolir a lei se for eleito presidente

O candidato republicano à Casa Branca, Mitt Romney, reiterou que vai abolir a reforma da saúde de Barack Obama no seu primeiro dia na Presidência dos Estados Unidos, caso derrote nas eleições de novembro o atual presidente. "O que a Suprema Corte não fez hoje, eu farei no meu primeiro dia como presidente dos Estados Unidos", prometeu o candidato, após o anúncio da validação da lei.

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