A Suprema Corte dos EUA rejeitou, nesta segunda-feira, 29, a tentativa do presidente, Donald Trump, de anular o veredicto do júri que o considerou culpado de agressão sexual e difamação contra E. Jean Carroll e o condenou a pagar-lhe 5 milhões de dólares (R$ 25,8 milhões). A decisão da Suprema Corte não incluiu quaisquer argumentos relativos ao veredicto.
Em 9 de maio de 2023, o tribunal federal cível de Manhattan considerou Trump culpado de "agressão sexual" à ex-colunista de jornal em uma loja de departamentos de Nova York em 1996.
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O presidente norte-americano considerou a decisão da Suprema Corte "surpreendente", em uma mensagem em sua rede Truth Social nesta segunda-feira. Ele prometeu "continuar lutando" contra a "guerra jurídica" travada contra ele, "incluindo a acusação ridícula de difamação, com todo o (seu) poder e toda a (sua) força".
A advogada de E. Jean Carroll, Roberta Kaplan, declarou que a Suprema Corte confirma "de uma vez por todas o veredicto unânime do júri segundo o qual o presidente Donald J. Trump agrediu sexualmente e difamou" sua cliente. Meios de comunicação americanos noticiaram no fim de maio que o Departamento de Justiça havia iniciado uma investigação criminal para determinar se a jornalista mentiu em seus depoimentos.