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Suprema Corte dos EUA valida lei do seguro de saúde de Obama

Republicanos reagiram com revolta e chamaram lei de "opressiva"

Manifestantes comemoraram decisão da Suprema Corte
Manifestantes comemoraram decisão da Suprema Corte Foto : Mark Wilson / AFP / CP
A Suprema Corte dos Estados Unidos validou nesta quinta a lei sobre o seguro de saúde promovida pelo presidente Barack Obama, confirmando que uma controversa ajuda fiscal está de acordo com a Constituição. A decisão, em uma votação de seis juízes contra três, destacada pelo presidente do alto tribunal, significa que os 7 milhões de americanos que se beneficiam com um seguro de saúde através do site do governo têm direito a uma redução de impostos como os demais contribuintes.

Os opositores do Affordable Care Act – mais conhecido como "Obamacare" – argumentavam que era inconstitucional que o governo federal subsidiasse o seguro. "É uma vitória do bom senso e para todas as famílias americanas", declarou Nancy Pelosi, líder da minoria democrata na Câmara de Representantes. "Já era tempo de os republicanos abandonarem seu ataque contra o novo sistema de saúde que o Affordable Care Act oferece a milhões e milhões de americanos em todo o país", declarou. 

Os republicanos reagiram com revolta. "Os republicanos continuarão lutando com unhas e dentes para recusar esta lei opressiva", declarou o senador John Cornyn, um dos líderes do partido. "A decisão de hoje não muda o fato de que o Obamacare foi um desastre para milhões de famílias trabalhadoras americanas, cujos custos com saúde dispararam ou que perderam seus seguros completamente", advertiu.