Um dos suspeitos dos atentados que deixaram 15 mortos na Catalunha, Mohamed Houli Chemlal, admitiu nesta terça-feira a um juiz espanhol que ele e os demais integrantes da célula terrorista planejavam um atentado de maior envergadura.
Chemlal, ferido em uma explosão acidental em uma casa na região da Catalunha na qual o grupo fabricava explosivos, ato que teria precipitado os ataques, fez a afirmação diante de um juiz em Madri, relatou a fonte, que pediu anonimato.
Suspeitos detidos pelos atentados na Catalunha comparecem a tribunal
Os quatro suspeitos detidos pelos atentados que deixaram 15 mortos na Catalunha chegaram nesta terça-feira às 8h (3h de Brasília) à Audiência Nacional de Madri, onde devem ser indiciados. Os quatro homens, detidos entre quinta-feira e sexta-feira, foram levados para as celas da Audiência Nacional, jurisdição especializada em crimes de terrorismo, à espera da audiência. O magistrado Fernando Andreu deve determinar, após os interrogatórios, quais acusações apresentará contra os quatro pelos atentados ocorridos na última quinta-feira e na sexta-feira em Barcelona e na cidade turística de Cambrils.
Dois deles são irmãos de outros integrantes da mesma célula jihadista que foram mortos pela polícia. No total, 12 homens eram suspeitos de integrar o grupo que cometeu os ataques, a maioria marroquinos. Cinco foram mortos na madrugada de sexta-feira em Cambrils, dois teriam falecido quando manipulavam explosivos e o oitavo, Younes Abouyaaqoub, procurado em toda Europa como o suposto autor material do atropelamento de Las Ramblas, Barcelona, foi morto na segunda-feira pela polícia.
Suspeito admite que célula terrorista preparava um atentado maior na Espanha
Mohamed Houli Chemlal ficou ferido em explosão acidental, ato que teria precipitado os ataques