Em agosto do ano passado, na mesa região, outro acusado de assassinato foi queimado vivo dentro de um carro. Desta vez, uma multidão reunida na noite de domingo em uma praça da cidade amarrou o suposto homicida, de 35 anos, em um poste e ateou fogo no suspeito, segundo Villarpando.
Para a Defensoria do país, os linchamentos são resultado da "profunda crise do sistema judiciário e do estado de indefesa dos cidadãos, diante do aumento da criminalidade", segundo o último relatório do órgão sobre Direitos Humanos.
A Constituição boliviana determina que os instigadores e participantes de linchamentos sejam processados, mas eles geralmente são protegidos por sua comunidade.