Suspeito de ter decapitado um empresário antes de cometer um atentado na região de Lyon, no centro-leste da França, Yasin Salhienviou um "selfie" junto à cabeça de sua vítima, indicaram neste sábado fontes próximas ao caso, confirmando uma informação da rede de televisão francesa M6.
A foto foi enviada por meio do aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp a um número de telefone norte-americano, disse uma destas fontes. A localização do contato de Yasin Salhi não foi estabelecida, mas este número pode ser apenas um número de passagem para outro destino, advertiu a mesma.
Vínculos salafistas
O suposto autor do ataque, Yassin Salhi, de 35 anos, casado e pai de três crianças, que invadiu a empresa com a intenção de provocar uma explosão, segue detido neste sábado. Sua esposa e sua irmã também foram detidas. A polícia realizou varreduras em sua casa, assim como na empresa de transportes na qual ele trabalhava.
Salhi - nascido na França de pai de origem argelina e mãe de origem marroquina - foi investigado em 2006 e vigiado pelos serviços de inteligência franceses por seu vínculo com o movimento salafista, um braço do sunismo radical, mas o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, disse que não tinha antecedentes criminais.
Um dos funcionários da fábrica o descreveu em declarações à rádio RTL como "um lobo em pele de cordeiro", e acrescentou que o suspeito havia falado com ele do grupo EI, embora não para tentar recrutá-lo, "mas simplesmente para perguntar sua opinião". No entanto, muitas perguntas estão sem respostas sobre o motivo do suspeito, as circunstâncias do assassinato da vítima e as eventuais cumplicidades, segundo a procuradoria francesa.
A ação contra a fábrica francesa ocorreu quase seis meses após três jihadistas atacarem a sede da revista satírica Charlie Hebdo, um supermercado kasher e policiais, deixando 17 mortos em Paris em janeiro.
Suspeito de ataque na França enviou "selfie" com cabeça de vítima
Imagem foi enviada para telefone norte-americano via WhatsApp