Segundo os mais recentes números fornecidos sobre a tragédia, 93 pessoas morreram vítimas dos tiros disparados contra jovens que participavam de uma reunião na ilha de Utoya, perto de Oslo, e na explosão, um pouco antes, de um carro-bomba perto da sede do governo na capital norueguesa.
Tristeza em missa
Mais cedo, foi realizada uma cerimônia religiosa na catedral de Oslo. O encontro foi celebrado em um clima de muita tristeza: o rei Harald V estava com os olhos marejados, o primeiro-ministro com a voz embargada, políticos em prantos e centenas de pessoas em silêncio. A princesa Martha-Louise e a rainha Sonja não puderam conter os soluços.
Entre os presentes, muitos seguravam a cabeça entre as mãos, prostrados e visivelmente amargurados. O primeiro-ministro, Jens Stoltenberg, dirigiu-se aos participantes com a voz embargada, lembrando que conhecia vários dos mortos na chacina. "Somos um país pequeno, mas um povo orgulhoso", disse, afirmando que o país "nunca abandonará os próprios valores".
Fora do templo, uma multidão formada por pessoas de todas as idades e origens tentava acompanhar a celebração. Durante a missa, de hora e meia, o silêncio era absoluto. Sob os flashs de fotógrafos do mundo inteiro, as pessoas depositavam flores e acendiam velas na esplanada situada em frente à catedral.