Ao fim da breve audiência, Castro, um motorista de ônibus desempregado, perguntou ao juiz se poderia ter contato com a filha. "Não vou permitir isso", disse Russo. "Acredito que seria inapropriado", completou o juiz.
Os testes de DNA confirmaram que Castro é o pai da menina, que também vivia reclusa com as três mulheres. O acusado pode enfrentar a pena de morte se for declarado culpado de homicídio agravado por ter provocado abortos em uma de suas vítimas ao espancá-la e se recusar a alimentá-la. O crime é considerado capital em Ohio, caso ocorra no âmbito de um sequestro.
Durante a audiência desta quarta, Castro, sob vigilância para evitar que se suicide na prisão, manteve a cabeça baixa e apenas murmurou as respostas às perguntas do juiz de Ohio, que o declarou apto para ser julgado.
Russo advertiu que, se a acusação formal incluir acusações de homicídio agravado, o caso será transferido a outro juiz com mais experiência em tratar crimes capitais. A intimação do júri está programada para 5 de agosto, mas ainda não foi fixada uma data para o julgamento.
O caso veio à tona depois que uma das vítimas, Amanda Berry, de 27 anos, conseguiu escapar no dia 6 de maio da casa de Castro junto com a filha de seis anos que teve com o sequestrador, após chamar a atenção de um vizinho. Depois, a polícia encontrou outras duas reféns na casa: Gina DeJesus, de 23 anos, e Michelle Knight, de 32.
As três foram raptadas em 2002, 2003 e 2004 na rua, depois de Castro se oferecer para levá-las as suas casas quando tinham 14, 16 e 20 anos.