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Suspeito de sequestro nos EUA se declara inocente à Justiça

Homem manteve três mulheres em cárcere privado por dez anos

Homem é acusado de manter três mulheres em cárcere privado por dez anos nos EUA
Homem é acusado de manter três mulheres em cárcere privado por dez anos nos EUA Foto : Emmanuel Dunand / AFP / CP
O americano Ariel Castro, de 52 anos, acusado de manter em cativeiro três mulheres durante uma década em Cleveland, Ohio, nos Estados Unidos, se declarou inocente nesta quarta-feira das acusações de sequestro, estupro e homicídio - por ter espancado uma das reféns grávida até provocar um aborto.

O advogado de Castro apresentou a declaração em um breve comparecimento à Justiça. O acusado esteve presente na sala vestido com a clássica roupa de presidiário laranja, mas permaneceu com a cabeça baixa e não disse uma palavra.

O caso veio à tona depois que uma das vítimas, Amanda Berry, de 27 anos, conseguiu escapar no dia 6 de maio da casa de Castro junto com a filha de seis anos que teve com o sequestrador, após chamar a atenção de um vizinho. Depois, a polícia encontrou outras duas reféns na casa: Gina DeJesus, de 23 anos, e Michelle Knight, de 32.

As três foram raptadas em 2002, 2003 e 2004 na rua, depois de Castro se oferecer para levá-las as suas casas quando tinham 14, 16 e 20 anos.

Castro poderá enfrentar a pena de morte se for considerado culpado de homicídio qualificado, um crime capital em Ohio se ocorrer durante um sequestro.

A maioria dos estados dos Estados Unidos têm leis de homicídio fetal, que permitem castigar os que ferem mulheres grávidas, ao mesmo tempo em que garantem o direito de a mulher realizar um aborto legal. O sequestro e o estupro não são crimes capitais, apesar da terrível experiência imposta às três mulheres.

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