Os serviços sociais e a polícia tailandesa, alertados por vizinhos, entraram em um imóvel no leste da capital, onde descobriram nove bebês, suas cuidadoras e uma mulher grávida, que confessou ser mãe de aluguel. Um advogado indicou ainda à polícia que um de seus clientes, um rico cidadão japonês, era o pai de todas as crianças.
"Acreditamos que os nove bebês têm o mesmo pai, um japonês. Todos nasceram de mães de aluguel", informou uma fonte policial. Segundo o coronel Pakphum Poolsiripoka, membro da equipe de investigação, além dos nove bebês, outros cinco menores já haviam sido levados para fora do país.
Poolsiripoka indicou que a investigação está centrada na possibilidade de um tráfico de seres humanos ou uma violação da lei, que proíbe a gestação com fins comerciais. As autoridades reforçaram a vigilância neste sentido depois do caso que desatou uma onda de indignação internacional, quando uma mãe de aluguel denunciou que um casal australiano para quem vendera um casal de gêmeos abandonou uma das crianças porque ela era portadora de Síndrome de Down.
Inúmeros casais estrangeiros viajam para a Tailândia para utilizar os serviços de clínicas de fertilização in vitro e as mães de aluguel, apesar de a barriga de aluguel ser ilegal no país.