O governo da Tailândia anunciou nesta quinta-feira que irá solicitar a ajuda da Interpol para encontrar o principal suspeito de cometer o atentado ocorrido nessa segunda-feira em Bangcoc. A explosão ocorrida no santuário de Erawan deixou 20 mortos. O jovem foi flagrado pelas câmeras de segurança pouco antes da detonação do artefato.
O chefe da polícia nacional, Somyot Poompanmoung, acredita que é pouco provável que o atentado tenha sido realizado por uma organização terrorista. "A explosão foi preparada por uma equipe de mais de 10 pessoas", disse. Na quarta-feira, as autoridades emitiram uma ordem de busca e divulgaram um retrato falado do suspeito de ter colocado a bomba no Centro de Bangcoc. Nesta quinta-feira, 67 pessoas permaneciam hospitalizadas, 12 delas em estado grave.
Três dias depois do ataque, que não foi reivindicado, a polícia ainda não conseguiu identificar o suposto autor. "Recebemos muitas informações da população desde a divulgação do retrato falado do suspeito e estudamos as pistas", afirmou o porta-voz da polícia, Prawut Thavornsiri. Segundo a ordem de busca, o "estrangeiro não identificado", alto, de pele clara, com óculos, é suspeito de assassinato e participação na produção de uma bomba".
Estrangeiro
O principal suspeito teria falado uma língua estrangeira, que não era inglês, segundo as autoridades. Para descrevê-lo, o porta-voz da polícia utilizou um termo tai que designa, em geral, muçulmanos de pele clara procedentes do sul da Ásia, da Ásia central ou do Oriente Médio.
A polícia afirmou que ele poderia integrar uma "rede" e suspeita de outros dois homens filmados pelas câmeras de segurança. Os três homens foram flagrados pelas câmeras e deixaram o local alguns minutos antes do "pior ataque" já executado em território tailandês, segundo o chefe da junta militar, Prayut Chan-O-Cha, no poder desde 2014, após um golpe de Estado.
Tailândia recorre à Interpol para encontrar autor de atentado
Quase pessoas seguem internadas após explosão em Bangcoc